Porquinho de Quimono

Um teste, um barzinho e a calmaria


Fuscas azuis me perseguem, como uma história mal-acabada (Arquivo Pessoal)

Não há como açucarar o amargo: eu trabalho demais. Mesmo home office, os textos, testes e avaliações requerem minha total atenção e tempo, que se não dosados, costumam empilhar. Na constante montanha de coisas por fazer, esqueço até de mim.

“Você precisa sair mais e fazer o que gosta”, disse minha parceira. E ela tem toda a razão. Às vezes me impressiona quanta razão cabe em um metro e meio de maravilhosa pessoa. Mas, com o recado dado, decido sair e fazer algo diferente: juntar um teste da semana e a fome por quitutes, e rumo à Zona Norte.

Ainda estou aqui…no botequim (Arquivo Pessoal)
Pondo o papo em dia, entre Parmigianas e promessas, sinto o calor das tarefas nas costas desaparecer. Seria o frio do inverno carioca mesclado com o sol e o suor de andar quase 1 km no sentido errado, procurando o restaurante? Não sei, mas me fez bem.

A grata surpresa do dia (Arquivo Pessoal)

Amores, família, amigos, trabalho, tudo vira assunto. A grande surpresa viria no Bar da Frente, na Praça da Bandeira. Dos muitos temas, um deles foi interrompido por duas iguarias: um Gurjão de Bacon (panceta empanada em massa fininha) e o Porquinho de Quimono (um harumaki de costelinha e requeijão de ervas).

Acima, o que sobrou do Porquinho de Quimono. Abaixo, o inigualável Gurjão de Bacon. que embora pareça torresmo, não é (Maurício Campelo/Arquivo pessoal)
O primeiro, tão finamente empanado, não tinha nada para dar errado, e não deu. Leve, apesar da gordura natural, descia bem com um limãozinho e a tradicional coquinha KS, on the rocks. O segundo, mais seco, se redimia com um molho barbecue caseiro ~da casa~.

(Bar da Frente/Reprodução)

Boa comida, prosa e revelações à mesa, que me lembraram que nem todas as minhas decisões precisam ser forjadas no fogo, e podem ser leves.

Porém, é inegável que a fome bateu depois (não se preocupe, todo carro que testo devolvo limpo). (Arquivo Pessoal)
Seja como for, e nem mesmo incomodado com um bolinho de arroz para lá de mediano que veio depois, saí feliz com a tranquilidade daquela tarde. Mais feliz fiquei dos frutos que colhi daquele dia, e com a realização de que deveria ouvir minha namorada com mais atenção do que o comum.

(Ela não me pagou para dizer isso e nem tô fazendo média, só to retribuindo o favor).

Epílogo: BYD Dolphin Mini

(Arquivo Pessoal)

Claro, aproveitei para avaliar o BYD Dolphin Mini que estava comigo na semana. Pequeno, o elétrico impressiona pela agilidade, cujo desenho não entrega de primeira. Claro, ele tem seus defeitos, sendo um deles a suspensão traseira, que mais parece ser feita de gelatina, principalmente em alta velocidade. Muita confiança pode assustar. Contudo, fica meu agradecimento à BYD do Brasil pelo empréstimo.

Eu adoraria contar em detalhes sobre esse carro, mas o texto do Audi A3 já está atrasado, e ele é prioridade. Te conto mais na próxima.

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