
Chevrolet Opala: um dos carros que mudaram a história das corridas
O primeiro automóvel de passeio da General Motors provou que não vivia só de luxo
Nascido em 1968, o Chevrolet Opala inicialmente foi considerado um carro requintado, moderno e sofisticado para a época. Corridas de automóveis por aqui já existiam, mas como um modelo de médio porte como o da General Motors iria encarar os autódromos do Brasil? Tamanho e desempenho não eram problema.
Abertura da Stock Car

Inaugurada em 22 de abril de 1979 no autódromo de Tarumã, em Viamão, no Rio Grande do Sul, a Stock Car deu início a uma nova era no automobilismo. Com 19 carros equipados com a mecânica original de 6 cilindros, o Opala consagrou-se oficialmente nas pistas brasileiras. Em sua primeira edição, o vencedor da prova foi o piloto Affonso Giaffone Jr.
Redenção

Em grande movimentação com fãs do esporte, o Opala se manteve firme desde sua estreia até o final de 1986, quando a Chevrolet saiu do patrocínio. Com indignação e em forma de protesto, a Associação Nacional de Pilotos e Patrocinadores, liderada pelos pilotos Afonso Giaffone e Marcos Gracia, decidiu então desassociar a imagem do carro da montadora, já que a marca não ajudaria mais com as corridas.
Com a carroceria disfarçada feita de fibra de vidro, produzida pela CAIO Hidroplás, o carro se tornou muito mais leve e ágil que suas versões anteriores. Assim, teve melhor desempenho nas pistas.
Os dias contados do grande Chevrolet

Entretanto, após essa grande alteração, a Chevrolet decidiu voltar com o patrocínio na Stock Car em 1990. O Opala, que já havia passado por modificações com a versão sedã (uma vez que o cupê já saíra de linha em 1988), tornou-se bem diferente, assim, sendo cada vez mais difícil de usá-lo na forma original.
Para resolver o problema, a Chevrolet criou um protótipo usado nas corridas até 1993, marcando o fim do Opala, tanto nas ruas quanto nas pistas.
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