
A 11º edição do EBAA: o dia de abertura
Clássicos, antiguidades, rock e muito calor
Dia 4 de junho, acordamos bem cedo e saímos de casa com o Palio em rumo a Águas de Lindóia, no interior de São Paulo. De Santos até lá era um longo caminho (262 km), mas nada que um carro de 20 e poucos anos não aguentasse… não é? É.

A ida
Como não sabia o caminho, o Google Maps foi a bússola, não por multimídia mas sim pelo celular, já que o Palio não tinha uma. De Imigrantes até São Paulo, Marginal Tietê até Bandeirantes, cortando um pedaço do caminho até cairmos na Bandeirantes de novo e muito mais chão (e pedágios, claro) até finalmente chegarmos em Águas de Lindóia (existe uma diferença, Lindóia e Águas de Lindóia – Águas é um pouco mais pra frente, uns 8 km).
Com uma estrada estreita e um pouco sinuosa, o hatch italiano 1.0 gritava de segunda, mas como ele já estava acostumado com isso, realmente não era um problema pra ele, convenhamos.
Finalmente chegamos e, logo numa esquina, achamos uma vaga perfeita atrás de uma TR4 (o que foi pura sorte, pois a cidade já estava bem cheia logo no primeiro dia). Com calor e sem decorar o nome da rua onde o Palio estava, pegamos nossas coisas e fomos até o evento em si.

Durante o EBAA
De ruas lotadas de carros e motos antigos, picapes, tudo ao redor, confesso que estava deslumbrada; parecia a primeira vez que eu ia em um encontro desse tipo (no caso do EBAA, realmente era a primeira vez), mas o que assustava eram os preços… Pudera, é o maior encontro de clássicos da América Latina, mas creio que isso não justifique esses valores, mas enfim!

Depois de uma subida e mais carros passando pelas ruas, chegamos no EBAA e logo fomos a um stand onde vários donos de carros antigos estavam. Depois de uma certa espera e auxílio da Dani, eu e meu pai seguimos até a sala de imprensa, onde conheci o Fabrício Junqueira (o assessor do evento). Nos cumprimentamos, ele curtiu minha tatuagem e meu colar (ambos de Opala, claro), peguei a credencial de imprensa e andamos até um ponto onde estavam as Alfas Romeo. De Giulia até 164, parecia o paraíso.
Andando aqui e ali, feira de peças, stand do DreamCar, muitas e muitas coisas! Dá pra se perder lá dentro, eu diria. Como eu tinha ido pelo jornal que eu trabalho, o Diário do Litoral, fiz um breve vídeo sobre o evento, contando um pouco sobre ele e mostrando tudo que tinha direito, além da homenagem dos 50 anos do Concorde (do carro, não do avião) e a passagem da Madame Marie Curie sobre Águas de Lindóia.
Paramos para almoçar e tomamos chopp de vinho (bebendo no trabalho? eu posso…), já que o calor era escaldante. Logo após, mais uma volta, vimos muito mais carros como o Willys Interlagos e o Hofstetter, e o Uirapuru que estava no Salão do Automóvel. Confesso que não esperei o carro especial do Museu CARDE, até porque já estava ficando com insolação e o cansaço dominando, mas não pude deixar de aproveitar mais um pouco com meu pai, com direito a sorvete do interior.
Não queria ter ido embora, queria muito ter me hospedado, pois Águas de Lindóia é tudo isso que falam sim! Ano que vem quero ir novamente, quem sabe com o Trovão Azul ou o Golzin 1200!






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